quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Alguns Comentários Curtos SOBRE Filmes Diversos


Preparem-se! Trouxe alguns dos meus comentários do Filmow pra cá sobre filmes diversos! Se estiver curioso sobre blockbusters de 2013 e 2014, clássicos do século XX e undergrounds do início dos anos 2000, continue lendo!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sobre a Franquia de Super Heróis da Fox : E se...? Pt 2

 

Postei anteriormente aqui no blog um modelo de planejamento de franquia.

Mas desde então, o estúdio confirmou diversos outros filmes, então resolvi postar novamente outro modelo de planejamento, com base nos filmes confirmados e nos rumores. Abaixo um infográfico com as datas, filmes, séries e sagas dos quadrinhos que estão incluídas (clique nele para ampliar) e logo depois o texto explicativo:



Obs.: Com exceção da logo do Quarteto Fantástico, do poster do Deadpool e a carta do Gambit, todos os outros teasers foram feitos por mim, e você pode ver mais aqui: http://xmenfranchise.tumblr.com/

Dá uma lidinha no detalhamento aí embaixo cambada:

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sobre X-Men: A Franquia Daqui pra Frente... E se...?

Obs.: O texto abaixo contém spoilers dos filmes da franquia, inclusive o último.

Caso você se pergunte, sim, fui eu quem fiz essa imagem.


X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (leia aqui a análise do filme) abriu uma um leque enorme de possibilidades para a franquia dos X-Men. A intenção do filme seria reiniciar o universo dos mutantes, sem necessariamente fazer um reboot, e consertar a falta de planejamento da franquia pela Fox. Ao que parece, a Fox quis fazer isso, mas ainda não deu conta de planejar seu Universo. 
Com um novo público, acostumado à franquia dos Vingadores, eles terão que se adaptar para agradar tanto ao pessoal que curte o trabalho feito pelo diretor Bryan Singer, quanto o pessoal que gosta da linha adotada pela Marvel Studios.
Particularmente penso que não deveriam ter feito X-Men: Primeira Classe. Eu não morro de amores pelo filme como muitos fãs, mas gosto dele. A questão é que a maioria dos problemas de cronologia da franquia de estabeleceu com o Primeira Classe – mesmo se considerarmos o péssimo “X-Men Origins: Wolverine”.


O que eu teria feito após X-Men 3?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sobre o Filme "Assassinato em Gosford Park"


Ter lido os comentários negativos a respeito de "Gosford Park" (2001) antes de vê-lo, me ajudou a gostar mais dele. Todos elogiam fotografia, direção de arte, elenco e tudo o mais, e sim, esses elementos se destacam muito e são todos excelentes, mas quero deixar aqui meus elogios ao roteiro que é pouco elogiado por todos.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sobre X-Men: Dias de um Futuro Esquecido - A Análise Definitiva



Bem, como eu prometi, vou falar de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.
Esse é o meu review definitivo para o filme tanto como filme quanto como parte de uma franquia, analisando todos os pontos que eu conseguir, dividido em duas partes: sem spoilers e com spoilers (Obs.: a parte sem spoilers contém spoilers sobre os filmes anteriores).
Provavelmente vou esquecer algo, então fique atento, pois esse post pode se alterar a qualquer hora. Para facilitar a leitura, dividi o texto em subtextos.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sobre o Universo Marvel e Quadrinhos nos Cinemas


Fiquei aliviado ao saber que Fox não planeja um encontro entre o Quarteto Fantástico e os X-Men no cinema. Mas olhando discussões em fóruns e redes sociais, tenho a impressão de que sou o único que tem horror só de pensar em todos os crossovers que acontecem nos quadrinhos acontecendo no cinema.

Eu não acompanho TODOS os HQs e sei bem menos do que gostaria de saber, mas já li e sei o suficiente para dar a opinião de alguém que conhece e gosta tanto do universo dos quadrinhos quanto do cinema.
Nos quadrinhos e nos desenhos eu amo toda essa parafernalha e acho (quase) tudo lindo, mas como cinéfilo, me revira o estômago esses universos se cruzando com orçamentos colossais em filmes que não passariam de pipoca pra Temperatura Máxima da Globo, sem tempo para desenvolver o plot, os personagens, sem tempo para desenvolver nada.

Já basta a franquia dos Vingadores - à qual alguns nerds faltam ajoelhar-se aos pés. Digo, os filmes são ótimos passatempos com uma produção gigantesca, um planejamento invejável (a Fox deveria aprender) e diversos elementos indispensáveis dos quadrinhos. Mas não precisamos de mais gente entrando nesse universo cinematográfico. Sério.

Os motivos?

domingo, 4 de maio de 2014

Sobre o Filme "Insônia"


O equívoco de alguns ao assistirem "Insônia" (2002) é esperar que, por ser de Christopher Nolan, ele seja um grande suspense cheio de peças com quebra-cabeças e um plot twist "mindfucker".
Mas os que curtem o bom suspense sabem que não se precisa complicar muito uma história e enchê-la de surpresas e reviravoltas para que ela seja boa. 
Filmes do mestre do suspense, Hitchcock, como "Pacto Sinistro", "Festim Diabólico" e "Janela Indiscreta" estão aí pra provar isso, assim como outros clássicos de suspense com enredos simples como "A Mão que Balança o Berço".

Concentrando nos interessantes personagens e as interações no mínimo inusitadas que tinha em mãos, Nolan preferiu não cair na armadilha em que M. Night Shyamalan caiu ao fazer dois filmes seguidos com plot twists e acabar ficando "preso" a esse estigma. 
Ao invés disso, depois de filmar "Amnésia" com seu estilo narrativo inusitado e uma reviravolta de cair o queixo, ele optou por um suspense simples - que em certos pontos até lembra o supracitado "Pacto Sinistro" - e bem executado.

Mas mesmo com um enredo não tão inovador assim,

terça-feira, 25 de março de 2014

Sobre X-Men: 10 razões para amar os X-Men do Bryan Singer


Saiu o incrível trailer de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” que traz de volta à franquia Bryan Singer como diretor e Simon Kinberg como roteirista e de novo temos que deparar com o “mimimi”.
“Mimimi X-Men é ruim”, “Mimimi não é fiel aos quadrinhos”, “Mimimi não é fiel aos desenhos”, “Mimimi falta ação”.
É muito mimimi em torno da franquia X-Men da Fox. Sim, a franquia foi mal planejada, poderia ser melhor do que é. CERTAMENTE. Eu mesmo já tive ideias muito melhores. Mas o mimimi que os fanboys criam é completamente sem fundamento e nada tem a ver com esse mau planejamento.

É quase unanimidade (e eu estou com esses) que os filmes solo do Wolverine são grandes soníferos mal feitos e mal aproveitados.
Já postei aqui sobre ter curtido X-Men: Primeira Classe, mas me intriga os fãs endeusarem esse filme como se ele fosse a última bolacha do pacote. Falam dele como se ele fosse mega fiel aos quadrinhos (e definitivamente NÃO é), e acho que só falam isso por que o filme é colorido como os desenhos. Pagam pau pro Matthew Vaungh cuspindo no prato do Singer – que aliás, foi um dos criadores da história do First Class, ou seja... mimimi por falta de conhecimento.
Ok, o contexto histórico em que foi inserido o filme é genial e o filme é muito bom, mas o melhor da franquia, sério?
Considero o filme superestimado, mesmo gostando bastante dele.
Não faltam também comparações com a franquia dos Vingadores da Marvel Studios, que é grande, não podemos negar e que gasta com muitos efeitos especiais, também não podemos negar. Mas será mesmo que estão no topo como as melhores adaptações?

Personalidade, a gente vê por aqui.
OK, antes de enumerar as razões para amar os X-Men de Bryan Singer, enumerarei 4 fatos básicos:

- Nem toda boa adaptação é fiel ao original;
- A linguagem do cinema é diferente dos quadrinhos;
- Adaptar quadrinhos de heróis com décadas de idade é MUITO diferente de adaptar Graphic Novels como Sin City ou Watchmen;
- Quadrinhos não se tratam só de porrada e poderes;

Tendo em vista todos esses fatos, segue abaixo alguns motivos pelos quais os filmes do Bryan Singer para os X-Men estão entre os melhores filmes de super herói que já vi, mesmo com alguns defeitos horrorosos (foco mal distribuído nos personagens, personagens muito bons em face de personagens deficientes, erros toscos de cronologia, dentre outras coisas) e histórias beeeem diferentes dos quadrinhos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre o filme "Veludo Azul"


Obs.: Essa resenha não contém nenhum spoiler significativo em relação ao roteiro, mas ela pode influenciar sua visão na hora de ver o filme. Portanto, ela não vai te contar quase nada mesmo sobre o enredo, mas preferencialmente assista o filme antes de lê-la. 

O maior erro que alguém pode cometer ao assistir "Blue Velvet" de David Lynch é o de assistí-lo como se assiste um episódio de CSI com toques de noir.
Se a primeira cena da trama tivesse sido o passeio do personagem Jeffrey ao encontrar a orelha cortada que inicia a linha principal da narrativa do filme, talvez esse filme pudesse ser interpretado como um filme policial comum com alguns toques de loucura do diretor.

Mas antes que isso aconteça nós temos uma belíssima cena com cortes e edição no melhor estilo "propaganda de margarina" que é brutalmente interrompida por uma sequência perturbadora onde detalhes como mangueiras se enrolando em torno de objetos prenunciam o "mal súbito" que atinge o senhor que tranquilamente regava seu jardim, e logo depois a câmera filma a grama verde e bonita apenas para mostrar os insetos "predadores" e a escuridão que se esconde debaixo dela.


E é sobre isso que se trata o filme.

Eu disse que seria um erro assistir "Veludo Azul" simplesmente como um filme policial por que é algo intencional o fato de que o caso que serve como linha de costura da trama as vezes pareça pouco importante ou mal desenvolvido.
O pai doente de Jeffrey no hospital ainda era uma situação encarada com otimismo e tranquilidade pelo rapaz, uma vez que o mundo no qual ele vivia o mistério era algo fascinante e atraente.

Ao penetrar esse "mistério" que - na cabeça do personagem - "o encontrou", como que por destino, ele depara com uma realidade muito mais cruel do que a que ele estava preparado, e agora ele passa a querer desvendar esse caso não mais pela simples curiosidade ou adrenalina de juventude, mas por que ele precisa provar pra si mesmo que toda a escuridão que reside no mundo pode passar.


Nesse contexto, o roteiro e a direção de Lynch se desenvolvem brilhantemente ao alternar 'insanidade' e 'lucidez' e também a atmosfera de 'sonho' e 'pesadelo' com uma brutalidade e surrealismo que choca a sensibilidade. O envolvimento doentio de alguns personagens se contrapõe à relação saudável de outros, a vida perfeita familiar se torna algo ridículo perto da realidade vivida pela cantora Dorothy Vallens (muito competentemente interpretada por Isabella Rosselini), assim como a personalidade quase pueril do jovem Jeffrey se contrapõe à maldade insana do vilão Frank Booth (brilhantemente interpretado por Denis Hopper).


E no meio de todos esses contrapontos, vemos Jeffrey questionar se ele mesmo não estava começando a parecer-se com tudo o que acabara de conhecer e abominava - e nesse sentido, o roteiro também e genial ao evitar ao máximo contar qualquer coisa sobre o passado dos personagens, nos fazendo incertos sobre se são realmente assim tão bonzinhos ou tão malvados.

Nessa cachoeira de metáforas, analogias, paradoxos e antíteses, o desfecho que Lynch nos propõe pode ser considerado de uma ambiguidade cruel que pode acalentar os corações mais otimistas ou pode parecer um sorriso de escárnio diante de tudo o que vimos. 

Sobre o filme "Suspiria"


Violência gráfica com realismo sempre me perturbou.
Filmes de terror em si, não.
Assisto a eles sozinho em casa sem medo, sem receio.
Suspiria quebrou esse paradigma pra mim. Não pela sua história - que pouco tem de convincente ou amedrontadora no mundo real - ou nem mesmo pelas brutais e explícitas cenas de assassinato, mas sim pelas sensações que esse filme provoca e que ficam gravadas na mente por um bom tempo.

O diretor italiano Dario Argento, considerado um mestre, usa aqui algo que poucos dos considerados mestres do terror usam como estratégia.
Um filme de terror que se leva a sério e é cinematograficamente bom, geralmente prefere esconder o que tem de mais horrível pro final, utilizando o suspense crescente para chegar a um clímax agoniante.
Argento teve porém a ideia genial de deixar pro início a coisa mais horrenda e explícita que ele tinha em mãos, não para estragar o clímax, mas para fazer com que ficássemos durante o filme inteiro apreensivos a respeito de ver algo parecido com aquilo novamente.
E é justamente nisso que se concentra nosso receio. 

E ele não nos desaponta, ele nos coloca frente a frente com o horror novamente, mas este se ofusca perante todos os artifícios que ele usa para nos deixar apreensivos.

Acordes altos na trilha sonora pra dar susto? Isso é para os fracos. Em algumas cenas, a trilha sonora é tudo o que temos para nos agarrar e ela nos deixa na mão, sendo aquela trilha alta, perturbadora e aterrorizante, fazendo o papel que em outros filmes a apreensão fácil dos vultos e gatos atrás das janelas faria.
Para que fotografia com pouca saturação se você pode aterrorizar com cores e contrastes que quase doem nos olhos de tão fortes? Aqui os corredores escuros com portas que rangem são substituídos por paredes vermelhas e portas tão hermeticamente fechadas que nos fazem querer saber o que tem lá atrás ao mesmo tempo em que tememos saber.

Sem nenhuma atuação memorável ou sem um enredo genial (na verdade o roteiro nos deixa várias pontas soltas, às quais não damos a mínima atenção enquanto assistimos), o terror E o horror de Suspiria se concentram na genialidade visual e sonora, mostrando que o bom cinema não precisa seguir regras ou clichés para ser bom, mas também não precisa fugir deles para ser original.

Sobre o filme "Repulsa ao Sexo"


Eu sempre me canso um pouco no início dos filmes do Roman Polanski. Isso é algo do meu gosto pessoal, eu o considero um gênio do cinema.
Compreendo perfeitamente o que ele está fazendo nos primeiros momentos dos filmes. Ele prepara o terreno de uma forma incrivelmente cuidadosa, tanto que alguns chegam a achar lento demais esse desenvolvimento.
Eu não acho lento demais, mas tenho um gosto particular por desenvolvimentos mais ágeis - é um problema que eu tenho na literatura com o Stephen King e seus rodeios por exemplo (mas isso é outra história). Sim, infelizmente fui educado em cinema na geração As Panteras - e não me orgulho disso.
Em contrapartida, desde o início você percebe algo de errado na personagem principal, Carol Ledoux, brilhantemente interpretada por Catherine Deneuve - aliás, a escolha de um "sonho de consumo masculino" para fazer uma personagem que abomina contato físico com homens foi simplesmente genial!
E Polanski SABE MESMO como fazer você perceber isso.
Os devaneios pensativos dela, que mostram que ela não pensa nem enxerga as coisas de maneira comum, aparecem logo na primeira cena. A paranoia e repressão sexual são perceptíveis mesmo antes de serem externadas em atitudes mais enfáticas dela.
Então, de um interessante e intrigante estudo de uma personagem feminina com problemas óbvios com homens, repentinamente nos vemos num filme de paranoia, loucura e insanidade que nos joga dentro de um pesadelo sem medo de nos fazer tremer.
Visualmente genial da primeira à última cena, Repulsa ao Sexo nos faz refletir onde foram parar os diretores que conseguiam contar histórias de maneira brilhante sem que precisassem de diálogos, flashbacks e exposições em excesso pra isso.
Sem medo de ser sutil ao citar apenas visualmente fatos da vida de Carol e coisas que normalmente seriam foco de exposição no roteiro, Polanski em contrapartida, faz questão de jogar enfaticamente na nossa cara todos os sinais de perturbação da protagonista.
E ele faz isso de modo a nos colocar conscientemente no mundo dela, e quando ela está em cena somos "obrigados" a enxergar tudo do modo como ela enxerga: a realidade está nas entrelinhas da nossa cosmovisão.
Com toda essa genialidade, o cineasta criou uma obra de terror puramente psicológico que ao meu ver é mais perturbadora até do que "O Bebê de Rosemary", que justamente por tratar de forma óbvia do "sobrenatural" escolheu uma paranoia mais sóbria na qual se apoiar. O extremo realismo da situação de Ledoux permitiu que ele explorasse um mundo de pesadelos que nos joga num estado de constante agonia e nos entrega um resultado absolutamente genial, que em nenhum momento se deixa perder.