terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sobre Dexter: Por que o final da série não foi bem escrito?


Obs.: Se você não assistiu o episódio, não leia o texto abaixo. Tem SPOILERs.

Quem acompanhou toda a série, tinha a esperança que mantivesse a qualidade vista na 1ª, 2ª e 4ª temporadas após a 5ª. Exceto pelos dramas pessoais de Dexter, a 3ª temporada foi desnecessária, a 5ª foi bem melhor, mas ainda não explorada do jeito que poderia. A 6ª tinha certo potencial, a 7ª vale pelo drama Dexter x Deb  (a Hanna não foi uma boa idéia, já que não souberam trabalhá-la) e pelo vilão mal desenvolvido. E a 8ª estava parecendo um folhetim mexicano, cheia de situações forçadas, personagens desnecessários acrescentados, quando os já existentes deveriam ter sido mais bem trabalhados. Os primeiros episódios prometeram algo que não cumpriram: uma temporada final focada no personagem Dexter, sua relação consigo mesmo e como isso influenciava as pessoas ao seu redor.
Mas aí fizeram o (des)favor de voltar com a Hanna, arrumaram o Zach (que se tivesse sido bem escrito e colocado em situações menos forçadas teria dado um bom plot), enfiaram um monte de coisas desnecessárias.
E no último episódio, nenhuma das coisas acabou bem.
Cheio de furos de roteiro e desculpas grosseiras para falhas inaceitáveis vindas de uma série até então muito bem escrita, o episódio final de Dexter, além de deixar algumas questões práticas, deixa uma grande interrogação que está provocando longas discussões entre os fãs:
Esse final foi realmente coerente e justo para os personagens e para o desenrolar da trama?
A minha resposta simples e direta é: NÃO!
Agora direi por que.
Para analisarmos tudo, devemos ter em mente o Dexter e a Debra da forma como foram apresentados e no que eles se tornaram depois. Quem eram Dex e Deb na ultima temporada em comparação ao que eram na primeira?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre o filme Imaginaerum




Faz um tempo que postei a notícia sobre o filme “Imaginaerum”, realizado pela banda finlandesa de symphonic metal Nightwish.
Aguardei ansiosamente para assistir o filme, mas sem esperar nada muito bom.
Acontece que ele me surpreendeu de duas formas diferentes: o roteiro está abaixo do que eu esperava e o visual (incluindo efeitos digitais) até me surpreenderam.
A premissa não chama muito a atenção de quem lê a sinopse. Mas quem lê a sinopse E assiste o trailer já fica curioso para assistir.

A mistura de drama com fantasia nos moldes do “Imaginaerum”, não é inédita, mas é rara e por si só já merece uma conferida.
Mas devo confessar que o filme deixou-me com um sentimento incômodo de frustração, não pelo que ele foi, mas pelo que poderia ser. Levando em consideração que é um filme realizado por uma banda sem experiência no assunto e que é o longa de estreia de um diretor que até então havia feito apenas clipes musicais e games, o filme se mostra surpreendentemente agradável de se assistir. Mas ainda assim há algo de decepcionante nele.

Antes que os fãs do Nightwish que AMARAM o filme me apedrejem, direi o porquê: